A morte do Linux?
De uma forma ou de outra, a imprensa tecnológica afirma que o Windows Vista acabou. Meio ano passado sobre o lançamento do Windows 7, contudo, os sinais evidentes de alívio por parte dos executivos da Microsoft ainda estão como que suspensos numa espécie de microclima sobre o estado de Washington. Que explicação existe para o facto de a cidade de Seattle ter registado um dos menores índices de queda de neve dos últimos 160 anos? Aquecimento global? Talvez.
A verdade é que as pessoas não gostam apenas do Windows 7 por ser realmente bom, também gostam dele por ser o anti-Vista. Muitos observadores e analistas, oriundos desde empresas grandes como a Novell até ao universo dos blogues, viram no elevado preço e na baixa popularidade do Vista uma oportunidade de ouro para que o sistema operativo Linux pudesse tomar como sua uma parte do mercado desktop. Mas agora que a Microsoft tirou o Windows 7 da cartola, terá conseguido afastar as eventuais ameaças que poderão surgir do mundo do open source? Por outras palavras, terá o Windows 7 morto o Linux no mercado dos computadores de secretária?
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| O Wine (www.winehq.org) disponibiliza uma lista de bibliotecas para que as aplicações Windows corram em Linux |
Muitos utilizadores mais experientes mudaram para Ubuntu pouco depois da saída do Windows Vista. A razão de ser? Invariavelmente a mesma – o computador com Windows XP começa a ficar “sufocado” por um Registo cheio de lixo solto e por um conjunto de aplicações de segurança para a Internet que torna o sistema cada vez mais pesado, comprometendo o desempenho. Depois, pondera-se a instalação de Linux antes de se actualizar a versão do Windows Vista. Com o tempo, a habituação surge naturalmente, e o Windows Vista torna-se numa hipótese cada vez mais longínqua. No entanto, com o aparecimento do Windows 7 muitos utilizadores, nomeadamente os mais experientes, optaram por criar um ambiente de dual boot, usando o Linux para as tarefas habituais e o Windows 7 para os jogos. De facto, o Linux convence graças à flexibilidade que apresenta e ao baixo tempo de espera durante o arranque – e estas duas vantagens acabam por compensar as desvantagens, já tantas vezes faladas na PCGuia.
Muitos utilizadores optam por entrar a sério no Linux, preferindo-o ao Windows, e necessitam de uma excelente razão para voltar a optar pelo sistema operativo da Microsoft. No entanto, esse número de utilizadores nunca chega a passar da minoria. Por outro lado, há uma questão importante que tem uma resposta tão complexa quanto o próprio Linux poderá parecer à primeira vista – será possível convencer as pessoas que estão bem com o Windows XP ou o Windows 7 a mudarem para Linux?
Esta questão surge naturalmente das dúvidas que o Windows Vista levantou durante a sua estadia no reino da informática, nomeadamente em matéria de suporte para determinados controladores e actividade suspeita em matéria de DRM, e que levou então muita imprensa especializada a fazer um elevado número (sem precedente) de comparações entre distribuições de Linux e o Windows, dando à alternativa de código livre um papel de destaque. Os comentadores quase tomaram totalmente partido pelo Linux, não só porque o Vista representava um passo atrás, mas também porque o sistema operativo open source, apoiado por uma vasta comunidade, estava a ganhar pontos em termos de facilidade de utilização.
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| O KDE consegue ser mais apelativo do que qualquer outro desktop, mas as opções de personalização poderão assustar à primeira vista |
Depois, surgiu o netbook. Estes portáteis de aspecto pequeno mas de enorme utilidade representam uma espécie de segunda coincidência infeliz para a Microsoft. De acordo com um estudo elaborado pela empresa de estudos de mercado DisplaySearch, um em cada cinco computadores portáteis vendidos é baseado numa arquitectura de processamento Atom. Surgiram ao mesmo tempo que o Vista e foram anunciados como sendo um novo segmento de mercado e o mais importante nestes tempos de recessão. No entanto, os netbooks não correm o Windows Vista.
Isto fez com que mais pessoas usassem Linux nos seus netbooks, levando à criação de uma teoria que apontava que, à medida que os utilizadores se habituassem a este sistema operativo de código livre, seria natural que o transportassem também para o mercado desktop. E mesmo que por vezes os netbooks com Linux pareçam ter desaparecido das prateleiras das lojas, os números revelam que perto de um terço dos netbooks vendidos no ano passado em todo o mundo eram livres de Windows – a questão do preço de um netbook com Linux ser ainda mais baixo poderá ter sido um factor muito importante para esta realidade. E apesar de uma grande parte deva ter sido vendida nos países em vias de desenvolvimento, as vendas da Dell revelam uma surpreendente distribuição quase equitativa entre netbooks com Windows e com Ubuntu. Que razão terá então impedido o sucesso do Linux de passar para o desktop?
Existem várias formas para medir a percentagem de utilização de um determinado sistema operativo, algumas mais fiáveis do que as outras, mas todas sugerem que o domínio que a Microsoft detém sobre o mercado desktop nunca foi ameaçado nestes últimos quatro anos, detendo a empresa uma confortável quota de mercado de 93 por cento. Por outro lado, os dados disponíveis permitem concluir que as pessoas que mudam de Microsoft fazem-no para o sistema da Apple e não para o Linux. Ou seja, a meio da pior recessão que o mundo conheceu após a Segunda Guerra Mundial, se alguém abandonar o sistema Windows, opta por fazê-lo em favor de um concorrente mais caro e não por uma alternativa mais barata.
Ao contrário do que se passa no cenário do mercado de servidores, a proporção de computadores pessoais que usam Linux nestes dois últimos anos passou de 0,75% para 1%. Se os números referentes ao mercado de netbooks com Linux estiverem correctos, estará aqui a explicação para o aumento de 0,25% à escala mundial.
A perda de 3% de quota de mercado do Windows poderá até fazer perder o sono a muitos executivos em Seattle, mas a verdade é que uma grande parte da transferência foi feita para a plataforma iPhone e não apenas para o sistema operativo OS X, ambos da Apple. Ou seja, o êxodo não foi assim tão grande quanto a Microsoft poderia temer. Terá o Linux tido a sua grande oportunidade e deitado tudo a perder?
| Cinco aplicações a não perder | |||||||||||
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O ponto de inversão
A maior parte das novas funcionalidades do Windows 7 diz respeito a matérias que os defensores do Linux têm vindo a destacar durante anos – personalização do ambiente de trabalho, ferramentas de controlo para maximizar e gerir janelas abertas, doca com ícones de pré-visualização, maior protecção contra a instalação de programas indesejados que corram em segundo plano, menor dependência dos controladores externos e actualização mais simples daqueles que são realmente necessários, tudo isto (e muito mais) fez sempre parte do mundo Linux durante muitos anos.
Por exemplo, uma das curiosas diferenças entre o Ubuntu 8.04 e o Windows Vista tem que ver com o facto de, apesar de ser constituído por vários programas elaborados por diversos grupos de programação, as funções base e os painéis de controlo do Ubuntu sempre se revelaram muito mais unidos do que acontece no Vista, que francamente nesta matéria se revela uma verdadeira confusão.
Já no Windows 7, nota-se uma enorme melhoria neste campo – os paineis de controlo sumiram e são precisos menos cliques no rato para atingir o mesmo fim, como se tivéssemos voltado ao saudoso Windows 98. Quem esperava ver a queda da Microsoft e a ascensão do Linux devido à fraca popularidade do Vista pode esperar sentado. Aliás, isso nunca iria acontecer de qualquer forma, pois a maior parte dos utilizadores de PC nunca muda o sistema operativo que vem instalado de raiz no computador – é um risco que as pessoas preferem não correr. Tal como vimos nos netbooks, quando os consumidores podem alterar a configuração do PC, optam por ponderar as alternativas, sobretudo se isso implicar um preço mais em conta. No entanto, preterir o Windows por outro sistema operativo é uma escolha que apenas estará ao alcance daqueles que têm o conhecimento e o tempo do seu lado.
O Linux também perde terreno quando se fala de jogos. Muitos poderão sublinhar as virtudes do WINE, que permite correr algumas aplicações Windows em Linux, mas poucos são os novos jogos que conseguem correr com sucesso. Isto não se deve só ao Windows 7, mas também não está totalmente dissociado do novo sistema operativo da Microsoft – um dos maiores problemas para o WINE, por exemplo, é o facto de não haver forma de executar online o sofisticado DRM num sistema não nativo.
Mas se existem poucas razões óbvias para começar a experimentar já o Linux, existem mesmo assim muitas outras em seu favor e que se mantêm tão válidas como sempre foram. De facto, as melhorias no Windows 7 acentuam exactamente o que no ambiente de trabalho Linux sempre foi tão bom.
A bola de cristal
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| As distribuições têm vindo a aproximar-se do aspecto mais familiar do Windows |
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Já sublinhámos que as razões que levaram as pessoas a preferir o Windows 7 ao Vista estão disponíveis no Linux há muitos anos. Se quiser saber o que é que virá nas próximas edições do Windows ou do OSX deverá experimentar primeiro o Linux, pois é nesta plataforma que estão a ser testadas as funcionalidades do futuro, quer enquanto parte dos ambientes padrão de desktop, quer na forma de add-ons ou de aplicações de substituição para partes da interface.
Por exemplo, a actual versão do KDE utiliza um modelo desktop chamado Plasma, em que todos os elementos tradicionais do ambiente de trabalho são trabalhados na forma de widgets muito mais leves. Isto permite não só ter um enorme controlo sobre a forma como estes se comportam, como também agilizar os processos. E assim que o utilizador estiver habituado a este modelo, poderá personalizar o seu próprio desktop, em vez de ter de se manter preso ao tradicional modelo de gestão de janelas.
Talvez seja impraticável para algumas pessoas, mas algumas horas com o KDE 4.4 é o suficiente para nos fazer perceber que existe uma melhor forma de trabalhar relativamente ao paradigma de gestão do ambiente de trabalho que tem vindo a reinar há décadas Muitas outras distribuições de Linux estão a avançar no sentido de antecipar a próxima fase da computação, que assentará na nuvem É o caso do Chrome OS da Google, que gira basicamente em torno de aplicações na Web. A próxima versão de Ubuntu também entrará na era da Internet, apresentando o MeMenu. Na prática, é um cliente de microblogging ao estilo de um TweetDeck que se coloca na barra de tarefas e que permite actualizar em tempo real o estado do utilizador a quem o esteja a seguir na Internet. Também o One Service é um serviço interessante que constará no Ubuntu, permitindo o armazenamento remoto de dados e tratando o espaço online como se de um disco rígido se tratasse. Entretanto, existe também uma distribuição Linux da Intel chamada Moblin, desenvolvida especialmente para netbooks e que permite arrancar em apenas 15 segundos. Desenhada para carregar aplicações simples, tais como as que permitem o acesso a redes sociais, tem contudo uma “garagem” online com software gratuito que inclui processadores de texto, editores de imagem e jogos.
Claro que, para além de toda esta inovação, existe também um lado negativo que está precisamente associado ao desenvolvimento básico de Linux. Por um lado, há uma tonelada de software que não larga o rótulo alpha ou beta, estando em constante aperfeiçoamento. Por outro lado, e apesar de ter havido avanços em termos de desenvolvimento de controladores para processadores e placas gráficas, continua a verificar-se esta lacuna para hardware como placas Wi-fi, sendo não só complicado encontrar os drivers como fazer a respectiva configuração.
| Mais do que uma simples palavra | |||
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Bom e barato
O maior encanto do Linux foi e será o mesmo – é gratuito. Este dado agradará a quem procura um PC low cost, mas também irá servir na perfeição quem precisa de um sistema que sirva um propósito muito específico e que não tenha necessariamente de correr Windows para esse efeito – o melhor exemplo de uma utilização desta natureza é usá-lo numa máquina que faça de servidor de média.
Neste caso concreto, existem duas ofertas a considerar. Por um lado, existe o MythBuntu (www.mythbuntu.org), ideal para quem quer um sistema de baixo custo que se baseie numa pequena caixa que se possa arrumar junto do televisor e que seja capaz de gravar programas, de ler DVD e até de descarregar conteúdos da Internet. A compatibilidade está em alta, sendo fácil instalar uma placa de TV e outro hardware do género – existe, aliás, um servidor UPnP embutido que permite a partilha de ficheiros. Para quê usar Windows 7 se este sistema operativo faz o mesmo e de borla? Por outro lado, poderá experimentar a distribuição LinuxMCE, também dedicada ao ambiente media centre e que não só inclui uma interface para HDTV como lida com um largo espectro de ficheiros de áudio e de vídeo (linuxmce.com). Existe ainda uma distribuição mais virada para a criação profissional de conteúdos multimédia chamada UbuntuStudio.
Depois de tudo o que foi dito, a grande conclusão a tirar é simples – o Vista não fez muito em abono da popularidade do Windows, mas o Windows 7 também irá sem dúvida alguma afastar algum público que, desde então, ficou descrente na Microsoft. Com o Chrome OS a aproximar-se, o Linux vai ganhar um forte aliado na sua disseminação, não só porque serão muitos os computadores a incluir o novo sistema operativo da Google, mas também porque haverá mais programadores interessados em desenvolver novas aplicações para correr em Linux.
Há outro elemento que joga em favor do código livre. Independentemente da postura da Microsoft ou da natureza “geek” do Linux, é certo que tanto as aplicações como os jogos estão a caminhar numa direcção que os afasta do ambiente de trabalho e os aproxima da nuvem, e nessa altura as diferenças entre todos os tipos de sistemas operativos será cada vez menor e menos significante.
Codando Php no vim (Plugin)
Recentemente testei um plugin, pra quem usa vim para programar em php, eu gostei muito, se você ainda mixar ele com um fundo preto fica bem legal para visualisar o código …ajudando a diminuir o cançasso e dor nos olhos.
Baixe o php.vim em http://www.vim.org/scripts/script.php?script_id=1571
Despois descompacte o arquivo e crie um diretorio oculto dentro da home do usuário que você usa pra codar.
mkdi ~/.vim
Coloque o arquivo baixado ai dentro e pronto…é só testar.
Ainda exista a maneira tradicional
Procure pelo arquivo vimrc_example.vim depois renomea-los para .vimrc e colocar na sua hom
Ex.
cp /usr/share/vim/vim71/vimrc_example.vim ~/.vimrc
PantaNet
Parabéns a pessoal da Pantanet.
IT GREEN – Fabio Hara, explicou, e citou exemplos e empresas em evidência relacionado a Consciência Ambiental em TI.
Porém, a grande mancada ficou por conta do Sr. Hellio Carrilho Mosdesto, explicitamente não dominava a ferramenta, (Microsoft Project) era visível, a falta de atenção do público, e ainda gerou alguns sussurros, ao fazer um comentário rápido e infeliz com staroffice e br-office.
O mais estranho ainda,foi ver o destaque na pagina do tal na Spaces Live, ele citando encontros com líderes de grupos Open Sources, feita no Senac.
Um tanto contraditório, não acha? horas atrás ele havia chamado um dos mais importante Projeto Open Source (BR-office) de todos, de “Editorzinho de texto”, e logo em seguida ele acha interessante estar se alinhando com o pessoal do “Open Source”!
Ah! Fala sério!!Caras como este não sabe, oque o espírito de comunidade de software,(Não precisa ser livre), mas eu espero que grupos colaborativos e sérios, como o PHP-MS, não se prejudique, ou deixem de ser o que realmente são: Comunidade!!











